
Noites profundas e de pesquisas de alta dimensão…
Façamos, todavia, uma breve PAUSA, como sucedeu recentemente!
O PAICV e os seus pequenos “griots” de serviço, repetidores de uma propaganda política acéfala e barata, NÃO PERCEBEM a mudança de fundo ocorrida no DESPORTO cabo-verdiano e a razão das actuais conquistas, nomeadamente o extraordinário apuramento da selecção cabo-verdiana de futebol à Copa do Mundo de 2026.
Não se trata, ó fala-baratos de província, de pôr mais uns centavos ao serviço da modalidade desportiva Y ou Z.
Não é isso. Longe disso, meus senhores.
A coisa tem a ver, pelo contrário, com a Filosofia da História e com a própria Natureza do Regime Político.
No tempo da ditadura do partido único o Desporto era visto, nestas ilhas, como um mero apêndice do regime.
Como um item qualquer da ideologia do partido-guia e da sua vanguarda, visando a construção do “homem novo” sonhado pelos totalitarismos de matriz marxista-leninista.
Isso levou ao CONTROLO ESTATAL do desporto e à sua degradação, fenómeno reconhecido, de resto, nos próprios documentos oficiais publicados pelo regime de então.
É esse o legado burocrático vergonhoso do PAICV.
Tudo isso sofreu uma viragem de 180 graus após a mudança exemplar de 1991 e a aprovação da Constituição de 1992.
Uma mudança estruturante e que dignificou definitivamente o desporto cabo-verdiano e o libertou dos seus avatares colectivistas e ministeriais, nas suas várias modalidades, como sucedia anteriormente.
O Desporto deixou de estar atrelado ao partido e à sua ideologia totalitária.
E passou a ser, como acontece nas Sociedades Civilizadas, uma MANIFESTAÇÃO GENUÍNA DA LIBERDADE HUMANA.
O desporto é, hoje, uma forma de emulação, de criatividade e excelência humana, em que os atletas, já sem as peias do Estado controlador, revelam ao mundo os seus dotes e, livremente, buscam a glória e encantam os seus seguidores, sem esquecer o necessário fair-play!
É ISSO, esse espírito fundamental, que transformou, para muito melhor, o desporto cabo-verdiano, lançando-o numa dinâmica que enriquece toda a nação e faz de Cabo Verde um país admirável aos olhos da comunidade internacional.
É um imenso e incontornável SOFT POWER.
Da próxima vez, o sr. Ministro dos Desportos tem de articular garbosamente este discurso e mostrar aos nossos “griots” tardios do totalitarismo O QUE REALMENTE ACONTECEU NO DESPORTO CABO-VERDIANO DE 1991 A ESTA PARTE.
Parafraseando o célebre James Carville, It’s about VALUES, stupids!
As mudanças virtuosas produzem simplesmente resultados virtuosos.
A partir de 1991, acabou também a velha e vergonhosa CISÃO entre os cabo-verdianos residentes no território insular de Cabo Verde e os residentes na nossa vasta diáspora, que o antigo regime, complexado q.b., apelidava pejorativamente de “estrangeirados”.
Os EMIGRANTES passaram a ser cidadãos de pleno direito, ganharam o direito de voto e foram sobretudo tratados com DIGNIDADE.
Hoje a nação cabo-verdiana é uma só, onde quer que os seus filhos se encontrem.
Não importa a geografia. O orgulho nacional voltou.
E, com ele, o verdadeiro sentimento de pertença, de cidadania e de CABO-VERDIANIDADE.
Temos uma cultura vibrante. Que integra, agrega, e multiplica.
E fomos então buscar os nossos melhores em Lisboa, nas ruas laboriosas da América, em Paris, na Irlanda, Turquia e em toda a parte, unidos, fraternalmente, sob a mesmíssima BANDEIRA DA LIBERDADE.
E assim vamos agora, com mérito e brilhantismo, à Copa do Mundo, que antes só víamos, como um sonho impossível, no ecrã trémulo da TVEC.
Cabo Verde é hoje um espaço de dignidade, liberdade & esperança.
Somos um povo LIVRE que acredita nas virtudes da iniciativa enquanto motor da prosperidade comum.
/Canta, meu irmão/
/Que a Liberdade é hino e o Homem a certeza/.
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